Após prisão de fundador, juíz liberta dois funcionários do Megaupload na Nova Zelândia.
O Megaupload tornou-se
um dos casos mais mediáticos da atualidade, após ter sido encerrado
pelo FBI e ter sido decretada a prisão do seu fundador, Kim Schmitz,
também conhecido por Kim Dotcom, que a pedido dos EUA enfrenta a
possibilidade de extradição para cumprir uma pena de 50 anos de prisão.
Bram van der Kolk, programador-chefe do Megaupload, e
Finn Batato, responsável de Marketing, poderão ser libertados mediante
o pagamento de caução, Mas nem a decisão do juíz impediu que os EUA
manifestassem a sua preocupação quanto à libertação do
programador-chefe do Megaupload: «No entanto, a
possibilidade de ele reincidir através de um site que esteja fora da
jurisdição dos Estados Unidos é um factor que está completamente fora
do controle deste tribunal», afirmou o juíz McNaughton.
Kim Dotcom, criador do site de compartilhamento de arquivos Megaupload estava desenvolvendo sistema que deixaria gravadoras em maus lénçois.
Para os usuários mais extremistas e contra a pirataria, a notícia do
fechamento do Megaupload, na semana passada, parece ter sido bastante
animadora. O fim de um dos maiores sites de compartilhamento de
arquivos do mundo desencadeou uma série de mudanças em outros endereços
similares, como o 4Shared e o File Serve, que alteraram algumas de suas
políticas virtuais.
Mas, ao que parece, os planos de Kim Dotcom, fundador do Megaupload e
que agora está preso na Nova Zelândia, eram muito maiores. De acordo
com o TechCrunch, o site se preparava para lançar a Megabox.com,
uma rede para compartilhar músicas que seria concorrente direta da
iTunes Store, da Apple, além de desafiar as gravadoras por remunerar
artistas em contratos exclusivos.
Com isso, a revelação dos planos de Dotcom e sua equipe aumentou
rumores na imprensa especializada de que a operação que derrubou o
Megaupload não teve apenas a ver com a pirataria, mas também com o
temor da indústria fonográfica sobre a chegada de uma nova
concorrência. Houve até uma discussão no site Reddit sobre o assunto.
Segundo informações não confirmadas, o primeiro relato sobre o serviço
apareceu no início de dezembro de 2011, quando o Megabox começou uma
bateria de testes e teve sua primeira versão beta. Entre os supostos
parceiros e sócios, estavam o 7digial, Gracenot, Rovi e Amazon.
"O grupo Universal sabe que nós vamos competir diretamente com eles por
meio de nossa empreitada musical chamada Megabox.com, um site que vai
permitir aos artistas vender suas criações diretamente aos consumidores
e ficar com 90% das receitas. Temos uma solução chamada Megakey, que
vai pagar os artistas até pelo download gratuito de música. O modelo de
negócios já foi testado com mais de um milhão de usuários e realmente
funciona", explicou o fundador do Megaupload, Kim Dotcom, em dezembro do
ano passado.
Isso poderia justificar a existência de um vídeo, publicado no YouTube
também em dezembro, que continha depoimentos de vários artistas
elogiando o Megaupload, como os pop stars Kanye West, Alicia Keys,
Ciara, Will.I.Am (The Black Eyed Peas) e Snoop Dog.
Por
não gostar da iniciativa, a Universal conseguiu retirar o vídeo da
internet por meio dos filtros de conteúdo do site. Mas, posteriormente,
o Google reativou o vídeo, argumentando que a gravadora não tinha
direitos autorais sobre ele.
Adeus, Megaupload
Fechado na semana passada pelo FBI sob suspeita de facilitar uma rede
de compartilhamento de conteúdo (na maior parte indevido), o
Megaupload teve seu fundador, Kim Dotcom, e outros três executivos da
companhia, presos na Nova Zelândia na última sexta-feira 20 de janeiro. A
acusão alega que o serviço gerou um prejuízo de US$ 500 milhões de
dólares aos detentores de diretos autorais de várias companhias.
Vale lembrar que o Megaupload não era famoso apenas entre os
internautas, mas também tinha o apoio de celebridades conhecidas e, por
mais curioso que pareça, de músicos, que geralmente são vistos como as
vítimas da violação das leis antipirataria. Entre os exemplos estão
nomes como Kim Kardashian e os cantores Alicia Keys e Kanye West, que
inclusive gravaram um vídeo de apoio à empresa, mas que foi retirado do
ar pelas gravadoras.
O fechamento do serviço de compartilhamento gerou a revolta de muitos
grupos virtuais. O mais famoso deles foi o Anonymous, que iniciou uma
série de ataques na noite da última quinta-feira 19 de janeiro a sites como
RIAA (Record Industry Association of America) e MPAA (Motion Picture
Association of America), US Copyright Office, Warner Music Group,
Warner Bros Shop, MGM, Ministry of Justice of New Zealand e até mesmo o
do FBI.





